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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

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Reinaldo Azevedo

Advogado diz que partidos financiam o terror em protestos

Defensor da dupla que atirou o rojão que matou cinegrafista Santiago Andrade afirma que partidos e outros grupos pretendem criar 'terrorismo social' por meio de manifestações

tarja protestos no brasil
12/02/2014 - 05:15

Brasil

Suspeito de lançar rojão que matou cinegrafista é preso

Caio Silva de Souza, acusado de acender e disparar o artefato que matou Santiago Andrade, da Band, estava em uma pousada em Feira de Santana (BA)

A Polícia Civil divulgou, na manhã desta terça-feira (11), a foto de Caio Silva de Souza, de 23 anos, suspeito de acender o rojão que atingiu o repórter cinematográfico Santiago Andrade, da TV Bandeirantes
A Polícia Civil divulgou, na manhã desta terça-feira (11), a foto de Caio Silva de Souza, de 23 anos, suspeito de acender o rojão que atingiu o repórter cinematográfico Santiago Andrade, da TV Bandeirantes (Divulgação/Polícia Civil)
Atualizado às 6h21
Caio Silva de Souza, o suspeito de acender e disparar o rojão que matou o cinegrafistaSantiago Andrade, da Rede Bandeirantes, durante protesto no Rio de Janeiro, foi preso na madrugada desta quarta-feira. Ele foi detido em Feira de Santana, na Bahia, segundo informações do canal GloboNews. Com prisão temporária decretada pela Justiça desde a noite de segunda-feira, Caio Silva de Souza foi localizado em uma pousada perto da rodoviária da cidade, que fica a 116 quilômetros da capital Salvador.
A prisão foi feita por volta das 3 horas (2 horas na Bahia) pelo delegado Maurício Luciano, responsável pelo caso. Ele estava acompanhado pelo advogado Jonas Tadeu Nunes, defensor de Souza e do tatuador Fábio Raposo, que o reconheceu por fotografias e está preso no Rio de Janeiro. Em entrevista à GloboNews, o delegado afirmou que o suspeito estava sozinho no quarto da pousada no momento da prisão, assustado e nervoso. "Com ajuda do advogado (Jonas Tadeu), ele se entregou. Não houve resistência". 
O delegado ainda comentou a situação do suspeito e os próximos passos da investigação. "Em relação à sua participação no crime, a gente não tem a menor dúvida. Foi ele quem acendeu e deflagrou o artefato que atingiu o cinegrafista da Rede Bandeirantes. Vamos ouvir o Caio, se houver alguma contradição com o depoimento do Fábio Raposo, eles serão submetidos a uma acareação", disse Maurício Luciano.
Além do delegado, a operação para prender o rapaz teve a participação de outros quatro policiais civis do Rio. A namorada dele também estava presente. Segundo a polícia, Caio Silva de Souza inicialmente pretendia ir para a casa de um avô no Ceará. Convencido a se entregar pelo advogado Jonas Tadeu, ele teria interrompido a viagem em Feira de Santana. 
Buscas – A localização do suspeito, que tem 23 anos, põe fim a quase 24 horas de buscas da Polícia Civil do Rio. Nesta terça, agentes foram à casa de Souza, no município de Nilópolis, na Baixada Fluminense, mas não o encontraram. Também fizeram buscas no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste da capital. Ele trabalha como porteiro da unidade de saúde, contratado pela empresa Hope Serviços, que é contratada pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro. No dia do protesto em que o cinegrafista ficou ferido, Souza estava de folga. Na sexta-feira, não voltou ao trabalho.

A Polícia Civil pediu a prisão do suspeito na tarde de segunda-feira, após confirmar a sua identidade com a ajuda de informações do advogado Jonas Tadeu Nunes e de seu cliente, o tatuador Fábio Raposo. "Já tínhamos informações dele obtidas pelo setor de inteligência da Polícia Civil. O advogado reforçou as suspeitas e o reconhecimento feito por Fábio foi fundamental", disse o delegado Maurício Luciano.
Crimes – Fábio Raposo e Caio Silva de Souza foram indiciados por homicídio doloso (com intenção) qualificado e por explosão, crimes que podem render até 36 anos de prisão. Eles também podem responder por formação de quadrilha. De acordo com o delegado Maurício Luciano, Raposo detalhou que Souza, o responsável por disparar o rojão, tinha um perfil violento, de ir para a linha de frente dos protestos para participar de brigas. "Ele afirmou que conhecia o rapaz apenas das manifestações, não tinha ligação com ele”, disse o delegado.
Ferido pela explosão do artefato em uma manifestação no centro do Rio na quinta-feira passada, o cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, que trabalhava para a Rede Bandeirantes, teve morte cerebral confirmada na manhã de segunda, quando a equipe de neurocirurgia do Hospital Municipal Souza Aguiar diagnosticou, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a "morte encefálica" do paciente.
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Na primeira imagem, artefato já aparece aceso perto de árvore. Um fotógrafo que estava no local e não quer ser identificado disse que o explosivo foi lançado por um jovem mascarado, que aparece de camiseta cinza, correndo, no canto direito da imagem
Na primeira imagem, artefato já aparece aceso perto de árvore. Um fotógrafo que estava no local e não quer ser identificado disse que o explosivo foi lançado por um jovem mascarado, que aparece de camiseta cinza, correndo, no canto direito da imagem - Agência O Globo

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